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Mútuo Conversível: O Instrumento Jurídico Preferido de Investidores em Startups

O contrato de mútuo conversível é uma das ferramentas jurídicas mais utilizadas por investidores anjo, fundos e aceleradoras ao investir em startups em estágio inicial, em diversos os tipos societários. Ele oferece agilidade, simplicidade e flexibilidade, além de possibilitar estabelecimento de pilares de governança corporativa e acordo de sócios, facilitando a captação de recursos sem a necessidade imediata de alterar a estrutura societária.

Você está entre os investidores que conhecem essa ferramenta jurídica estratégica?

Nossa sócia fundadora, Bianca Beck, além de advogada com vasta expertise em apoiar investidores, fundos e aceleradoras em investimentos, é uma experiente investidora anjo, e compartilha com você seus conhecimentos sobre esse tema.

O Que é o Mútuo Conversível?

É um contrato de empréstimo (mútuo) em que o investidor empresta dinheiro à startup, com a possibilidade de converter esse valor em participação societária no futuro, geralmente em uma rodada de captação subsequente.

Até que ocorra a conversão (ou não), o valor emprestado não representa participação societária (equity) na empresa, mas sim um crédito do investidor junto à sociedade investida.

Por Que é Amplamente Usado em Startups?

  1. Evita a entrada imediata do investidor como sócio da investida

    Reduz burocracia (como alterações contratuais, registro na Junta Comercial), preserva a agilidade e protege o investidor das obrigações e passivos da sociedade investida.
  2. Flexibiliza a negociação

    Postergar a definição do valuation permite avaliar melhor o potencial do negócio, mitigando questões de como calcular o valor de uma empresa.
  3. Facilita o investimento anjo

    Um modelo mais simples e rápido para captações de capital semente.

Características Principais

  • Conversão futura: vinculada a rodada de investimento ou data limite;
  • Valuation cap: teto de avaliação para proteger o investidor;
  • Desconto na conversão: vantagem frente a novos investidores;
  • Prazo e juros: definidos, mas com foco na conversão, não no reembolso;
  • Cláusulas de proteção: como antidiluição ou preferência.

Vantagens para a Startup e para o Investidor

Para a startup:

  • Agilidade na captação
  • Menos burocracia
  • Maior controle societário no início

Para o investidor:

  • Entrada futura com proteção
  • Participação ajustada ao risco
  • Maior poder de negociação em rodadas futuras
  • Maior proteção de obrigações e passivos da investida
  • Possibilidade de definir pilares de governança corporativa e acordo de sócios
  • Possibilidade de participar do negócio da investida, acompanhando informações, planos de negócios, e até mesmo atuando em caráter consultivo

Quer saber como estruturar um contrato de mútuo conversível com segurança jurídica e estratégia de crescimento?

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