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Saiba o que mudou na distribuição de lucros com a reforma tributária

Durante muitos anos, a lógica parecia simples: a empresa apurava lucro e, havendo disponibilidade financeira, distribuía valores aos sócios.

Desde 2026, essa decisão passou a exigir uma análise mais ampla.

As novas regras de tributação sobre determinadas distribuições de lucros e dividendos tornaram ainda mais importante integrar três temas:

Tributação, estrutura societária e organização patrimonial.

Isso porque distribuir lucro não significa apenas retirar dinheiro da empresa.

Significa decidir onde o patrimônio ficará, como será tributado e como estará organizado no futuro.

Muitas empresas familiares ainda repetem práticas criadas anos atrás: distribuições periódicas, imóveis em nome da pessoa física, patrimônio relevante dentro da empresa operacional e estruturas societárias que nunca foram revisitadas.

O problema é simples:

A legislação mudou, mas muitas estruturas continuam iguais.

Por isso, algumas perguntas se tornaram essenciais:

Quanto patrimônio deve permanecer na empresa operacional?

A estrutura atual ainda é eficiente?

A sucessão está organizada?

A política de distribuição de lucros continua fazendo sentido?

Talvez o melhor exercício seja este:

Se você tivesse que organizar hoje seu patrimônio do zero, faria exatamente da forma como ele está estruturado atualmente?

Se a resposta for “não sei”, existe algo que merece ser revisado.

Patrimônio relevante exige revisão periódica.

E decisões sobre lucro não deveriam mais ser tomadas isoladamente.

Se sua estrutura patrimonial foi criada há alguns anos e nunca mais foi revista, pode valer a pena reavaliá-la à luz das novas regras tributárias e dos seus objetivos sucessórios.